domingo, 29 de janeiro de 2012

Corrida Oral B

Olá amigos!!! Como vão?
Hoje (29/01) acordei às 4:30 da manhã pra fazer o que mais amo: correr!!! Fui, ou melhor, fomos (Papitreinador, seu João Ruza e eu), a prova "Oral b", organizada pela Corpore!!!
Na retirada dos kits, nos perdemos um pouco, porque eles "esconderam" a tenda do outro lado, - e não próximo à chegada. Formos para varios cantos até que finalmente uns dos staffs nos encaminhou ao local correto. Adoramos o aquecimento!!
O percurso foi ótimo, diferente do ano anterior. Logo o sol brilhante e quente "despertou". Eu pensei: "Sejá bem vindo"!
Completei a distância de 7 Km em 29:14, recorde pessoal, legal né?! Sei que tenho que melhorar muito, mas vamos ver o copo sempre meio cheio, ok?! E 10ª melhor colocada entre a mulherada!

Fotos do evento:





Eu e a Francine com um "tchauzinho" para a câmera. Estavamos aquecendo.

 Durante a correria:





Vídeo:
Bons treinos e beijos!

ALVINHO Paitreinador fala da sua carreira ao Folhetinho

Conheça um pouco da carreira esportiva do pai da Jéssica



O.A. Identifique-se.
ALVINHO: Álvaro Levadinha, São Paulo- Capital, 1953.
O.A. Quando ocorreu o seu primeiro contato com a corrida de rua?
ALVINHO: Em 1970, por sugestão de um amigo, o Antonio Debrassi, que me dizia que eu era um péssimo jogador de futebol. Ele também foi o meu maior incentivador no esporte.
O.A. Você tinha um clube, um treinador?
ALVINHO: Eu corria avulso e aplicava os preceitos de Joe Weider numa pequena academia doméstica improvisada num dos quartos da casa da minha mãe.
O.A. Você não treinava pelas ruas do seu bairro?
ALVINHO: Correr, naquela época, era coisa de doidos. Eu pegava a bicicleta e pedalava até a Serra da Cantareira, um lugar chamado Portão. Lá eu escondia a bicicleta na mata e saia correndo pelas trilhas, saltando obstáculos naturais durante uma hora mais ou menos. Depois eu retornava empurrando a bike lentamente, porque esse tipo de treinamento me deixava todo arrebentado.
O.A. Os seus parentes incentivavam a sua carreira esportiva?
ALVINHO: A minha mãe pedia para eu não correr pelas ruas do bairro, pois ela morria de vergonha de ter um filho doidão. Muitos dos meus amigos também estranhavam esse esporte.
O.A. Qual os seus primeiros ídolos na corrida?
ALVINHO: Frank Shorter e Belino Constantino da Silva.
O.A. Fale da sua primeira experiência numa corrida de rua.
ALVINHO: Aconteceu uma corrida chamada Duque de Caxias, promovida pela 2ª R. M. no Ibirapuera, acho que em 1971, ou 1972. O Juventino Perez, um ex-boxeador espanhol, me inscreveu como avulso. Treinei noventa dias para esse evento e eu tinha certeza de que venceria os 5 km e me tornaria um herói nacional com isso. Antecipadamente já sonhava com a minha foto estampada no Jornal Gazeta Esportiva...
O.A. Céus... você ganhou a Duque de Caxias ?
ALVINHO: Calma, que os meus amigos - o Juventino e o Debrassi- resolveram me dar uma força nessa empreitada. Alugaram um carro e me puseram pra fora da cama aos berros em plena madrugada. Fizeram uma vitamina de ovos, leite e abacate e me ofereceram antes da nossa saída. A minha mãe ainda avisou pra eles que eu ia vomitar tudo pelo caminho. Eu saí em desabalada carreira tentando superar o Belino e o Carlos Alberto da Silva, sem sucesso. No quarto quilômetro comecei a vomitar uma gosma verde e cruzei a linha de chegada cambaleando. O próprio General José Augusto Presgrave me deu um cartão para que eu fosse visita-lo no QG do Exército. Foi uma doideira.
O.A. Os seus amigos ficaram decepcionados com essa derrota?
ALVINHO: O retorno para casa foi um silencio só no automóvel. A surpresa foi que o Juventino havia comprado um grande troféu dias antes do evento e desceu do carro gritando pelas ruas do bairro: O garoto venceu a corrida... ele é bom pra caramba, corre feito bicho!
O.A. E as pessoas não descobriram a fraude?
ALVINHO: As pessoas só liam reportagens sobre futebol na Gazeta Esportiva e nem repararam uma pequena notícia dando conta da vitória de Carlos Alberto da Silva no Ibirapuera na edição de quinta-feira. E foi assim que eu recebi salvo conduto para correr pelas duas do bairro a qualquer momento.
O.A. E a consagração como atleta na cidade?
ALVINHO: Essa também foi boa. O jornalista Osvaldo Tassi e alguns políticos resolveram homenagear o veterano campeão e ídolo guarulhense Mário de Oliveira (ele havia vencido duas edições brasileiras da Corrida de São Silvestre). Promoveram, então, uma marcha de 50 km em torno da Praça Getúlio Vargas, numa tarde de domingo, que contou com a presença do recordista brasileiro de marcha atlética Fernando Elias...
O.A. Você já conhecia esse esporte, a marcha atlética?
ALVINHO: Eu não tinha ideia do que seria essa tal marcha atlética, mas topei representar o Falcão Negro, um time de futebol do meu bairro. O Fernando Elias parecia um trator dando chapéu em todos os concorrentes naquela tarde de domingo. O pessoal do Falcão Negro e os meus amigos do bairro compareceram em massa e a cada volta me ofereciam frutas e muita água. Dos vinte atletas que iniciaram a prova, apenas o Elias e eu sobramos já no anoitecer. Ele esbanjava categoria, eu me arrastava, rezando para tudo acabasse logo. Eu ainda tenho recorte da Gazeta: Uma foto da chegada do Elias, outra, a minha chegada. A manchete: Homenagem de Guarulhos ao seu campeão! Aconteceu que a forma de como A Gazeta Esportiva colocou a notícia deu a impressão de que o campeão era eu, e não o Mário de Oliveira, que realmente merecia a homenagem. Assim, eu me tornei herói local e passei a ser respeitado por isso.
O.A. Quando, efetivamente você passou a integrar uma equipe de atletismo?
ALVINHO: Em 1972, quando aceitei o convite do Carlos Gago para correr pelo Clube Esportivo da Penha. Em 1973 comecei a praticar marcha atlética.
O.A. Títulos na marcha?
ALVINHO Sim, principalmente por equipes. O meu nome constou entre os melhores marchadores brasileiros da minha época. Só não consegui bater um marchador gaúcho muito famoso porque nunca tive a oportunidade de degladiar com ele numa prova. Os demais, todos tiveram pelo menos um dia de azar no pó das minhas sapatilhas. Até o recordista Fernando Elias foi batido na Marcha da Independencia de 1974, quando recebi o troféu de maior revelação da marcha.
O.A. E como você parou de marchar?
ALVINHO: Eu não conseguia patrocinador para disputar eventos fora do país, e era um atleta muito indisciplinado para ser treinado. Eu sempre fiz a coisa pela minha cabeça, nunca me importei em seguir planos de treinamentos. Simplesmente chegava na prova e arrebentava, eo próprio Santarnecci, da Federação , me aconselhou a deixar a marcha de lado e retornar às ruas como corredor. E foi o que eu fiz. Eu me despedi das competições aos 50 anos, quando a Jéssica se interessou pelo esporte.
O.A. Qual é o conselho que você dá para quem está começando a correr?
ALVINHO: Procure um bom treinador, corra orientado.
O.A. Você cursaria Educação Física numa universidade?
ALVINHO: Jamais! A internet torna a profissão obsoleta. O meu negócio é Marketing, Negociação. Vendas.
O.A. Conselho para atletas de Elite.
ALVINHO: Deixe uma imagem marcante. Marketing pessoal é tudo, pois o retorno você só terá após a sua carreira de atleta.
O.A. Algum alvo especial para Jéssica, paitreinador. Quem sabe uma olimpíada?
ALVINHO: A Jéssica treina intensivamente há nove anos comigo. Não temos sonhos a longo prazo, mas, se depender de mim, ela será uma das melhores maratonistas do país. Isso não acontecerá agora, pois ela é muito jovem e tem que se dedicar às provas mais curtas. No entanto, eu sempre vislumbro a próxima colina.
O.A. Aponte um talento feminino na corrida de rua.
ALVINHO: Com certeza, sem medo de errar, Tatiele Roberta de Carvalho. Ela está na rota do sucesso.
O. A. Um talento masculino.
ALVINHO: Renilson Vitorino.

Autor: Otavio Augusto
Fonte:www.folhetinho.jex.com.br
Foto: Jéssica Levadinha

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As mulheres no comando

Foi o tempo em que às mulheres apenas eram telespectadoras das provas pedestres. Hoje, cada vez mais, o sexo feminino está em "peso" nas competições, não somente para participar, manter a forma, ou se divertir. Elas lutam pelo seu espaço, principalmente se tratando do pódio.
Não existe "corpo mole"; unha quebrada; estragar a chapinha ou o problema do suor (tem mulheres que não suportam suar) - não sabem o que estão perdendo!
Acordar cedo, sentir a adrenalina subir, ouvir o tiro de partida, correr sentindo aquela liberdade e prazer que somente com o aumento da endorfina aparece. Passar a linha de chegada com a sensação de dever comprido, pegar o kit e mostrar a todos a medalha e a camiseta que recebeu no evento.
Porém, isso não é o bastante para algumas, estou falando das atletas de elite, elas querem mais, muito mais. Querem o lugar mais alto do pódio, querem ganhar passar todas, se sentir poderosa, eu posso, eu consigo, eu tenho a força. Lá a disputa é acirrada. Não existe amizade. Qualquer deslize você está fora, tchau! "Conseguir tempo para a elite é fácil, o difícil é se manter".

O diferencial
As mulheres são diferentes dos homens. E se tratando de esporte existem alguns cuidados que devem ser levados em consideração e pensados com muito carinho.
Para começar, nem todos os dias do mês as mulheres estão em um ótimo desempenho físico, mental e emocional, isso acontece por causa de alterações hormonais ocasionadas pela menstruação. A TPM (tensão pré-menstrual) tem como característica os sintomas que colaboram para que o sexo feminino fique um pouco mais "frágil": Cólicas; dores nos seios; dores de cabeça; inchaço; fraqueza; cansaço; apetite descontrolado; humor péssimo e outros. Claro que esses sintomas variam de mulher para mulher.

E então, o que fazer?
O treinamento nesse período tem que ser de acordo com a mulher. O treinador ou profissional de educação física tem que conversar com a atleta e saber das suas condições. E a partir daí planejar a planilha de acordo com a suas necessidades. Uma coisa é: ficar em casa, descontando na comida e assistindo tevê, não vai adiantar em nada. Assim, como tem mulheres que passam essa fase treinando (mesmo que seja intensidade leve a moderada), mas continuam em atividade.
Se você sofre muito com a TPM procure um médico.

Como melhorar?
A alimentação conta muito, por isso se alimente adequadamente e o mais natural possível:
- Consuma frutas, verduras e legumes;
- Castanhas, nozes e frutas secas, (só não vale abusar);
- Fonte de cálcio e de preferência com baixa gordura ou desnatados;
- Grão de bico, lentilha, ervilha, trigo, soja, granola, aveia, levedo de cerveja;
- Se hidrate muito bem, principalmente, com água, e sucos naturais;
- Como a cada três horas;
- Uma noite de sono é muito importante para um ótimo dia;
- Pratique esportes;
-Faça meditação, pilates, ioga, alongamentos;
- Leia um livro;
- Ouça boa música;
- Leve os filhos para brincar na pracinha, ou uma amiga para caminhar.

Evite:
- Refrigerantes, sucos industrializados,
- Açúcar refinado, prefira mel ou açúcar mascavo;
- Café, chás e chocolates;
- Carnes vermelhas (elas são importantes, mas não todos os dias).

Não importa se você é corredora profissional ou amadora, o importante é se exercitar, alimentar e descansar corretamente e com responsabilidade, respeitando suas condições individuais.

Excelentes treinos, até a próxima!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Circuito Corpore 2011

Olá amigos corredores, como vão?
Esta semana eu recebi o meu troféu e camiseta do "Circuito Corpore 2011", com o qual eu fui 6ª colocada no Top 10 melhores da Corpore feminino.
Agora é treinar para as proximas provas. Vamos que vamos!!!
Bons treinos e resultados.
Beijos.

Eu com o troféu e a camiseta

O troféu


E a camiseta