sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O perfil do meu treinador


Álvaro Levadinha (Alvinho pai e treinador) é paulistano e reside em Guarulhos desde 1956. Discípulo de Joe Weider começou a praticar ginástica e esportes aos 16 anos. Primeiro no futebol, fundando pequenas agremiações na várzea guarulhense. Aos 17 anos também se iniciou nas corridas de rua, inspirado em Belino Constantino da Silva. Tornou-se praticante de marcha atlética, pelo Clube Esportivo da Penha,  aos 19 anos, disputando provas de 2mil a 20 mil metros entre campeonatos paulistas, as disputadíssimas 12 horas de São Caetano e torneios em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Venceu a Marcha da Independência e recebeu o título de Marchador Revelação de 1974. Em 1976 abandonou a marcha atlética e voltou às corridas de rua. A seguir começou sua jornada no futebol profissional  no departamento de esportes do Paulistano Futebol Clube de Jundiaí, ocupando cargo de auxiliar técnico. Abandonou as disputas nas ruas aos 50 anos para assessorar a minha carreira de atleta. Fez cursos profissionalizantes de  massoterapia e reflexologia podal. Interessa-se em melhorar o meu marketing pessoal e faz cursos profissionalizantes nas áreas de marketing esportivo e psicologia do esporte. Jornalista online, criador e redator do folhetinho.jex.   É o meu treinador exclusivo, não alugo nem empresto pra ninguém.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Inconsolável

Estou na baia de largada da 8ª Corrida Santos Dumont, no dia 12 de outubro. Os organizadores extraviaram o meu kit. Eu estava inscrita nos 10 km. O próprio José João falou para o meu pai e treinador que não poderia fazer nada. Então o papitreinador escreveu uma tabuleta e fixou-a com alfinetes no meu peito. Depois me disse: Entra nos 5 km, voa feito  águia e passa pelo funil de chegada. Juro que eu curti muito isso. Logo nas primeiras passadas colei no pessoal dos 10 km e fechei os 5 km 5 minutos antes da segunda colocada. Foi um arraso passar pela fita de chegada, receber os aplausos da galera e depois escutar o locutor avisando que não tinha valido nada. O meu pai foi até ele lhe disse que valia sim, que eu estava inscrita e ganhara a competição. Cinco minutos depois chegou a segunda colocada e corremos novamente para o locutor , comemorando.  Foi um treino de luxo: pagamos 85 reais para correr no Pelotão Premium, não recebemos medalha, troféu, camiseta, cereais, nem um copinho de água me ofereceram.

Inconsolada na baia de largada da 8ª Corrida Santos Dummont. Os organizadores sumiram com o meu Kit de Atleta e corri sob protesto com um aviso em lugar do número de peito: "JJS NUNCA MAIS"!

Venci e nem me entregaram um simples copinho d`agua.

JJS "tô fora"!

A furia: mais de perto

Na tenda do kit antes da competição e os olhares preocupados dos responsáveis pela tenda.


Mais uma foto.

Meu número feito pelo designer Alvinho.

Foto da chegada

Vídeo da minha chegada!

Bons treinos pessoal!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A primeira subida a gente nunca se esquece

  Uma das queixas mais frequentes que ouço dos meus companheiros de asfalto é a "temita e cruel" subida. Estou colocando aspas, por que, aprendi que tudo que você mais tem dificuldade é justamente o que você tem que trabalhar com maior intensidade e amor. Para mim a subida é assim.
  Conhecei a correr assistindo à atleta Marcia Narloch ganhando diversas provas, principalmente sobre as africanas. Todos sempre falavam que: "para elas não tinha ninguém à altura". Eu fico feliz em saber que tivemos a Narlock (com seus 1,53) no Brasil para romper o estereótipo. Assim, como a melhor maratonista do mundo Paula Radcliffe, britânica, loira, branca e 2:15:25 na Maratona, (lembrando que ela não tem nada de baixa estatura, pelo contrário).
Aqui começa o meu marcador de aventura.
Contei ao meu pai e também atleta (e até hoje meu treinador), sobre o meu desejo em evoluir e crescer no esporte. Desde o início recebi o seu apoio.
Assim, com uns 10 ou 11 anos, iniciamos com as caminhadas e depois muitas guloseimas para repor o que eu perdia. Claro, eu perguntava para ele quando começaríamos a correr pra valer, e papai, sempre muito calmo e com um sorriso no rosto dizia: "Cada treino na sua época".
  Foi assim por vários meses .Depois começamos a fazer uma ou duas voltas na pracinha ou na pista. Até que consegui 10 voltas (4 km), sem parar. Foi maravilhoso! Lembro com grande alegria!
  Em mais um dia de treino, voltando caminhando para casa ,tempo ensolarado, eis que uma chuva repentina caiu. Só se ouvia o barulho de São Pedro "arrastando os moveis" para todos os lados. Meu paitreinador disse: "Vamos correr". obedeci. Era a primeira vez que corria na rua. Senti-me como um passarinho que acabou de sair da gaiola e só pensava em voar, voar e voar, cada vez mais rápido e alto. Não sou ave e muito menos consigo voar, mas tenho pernas e velocidade e no meio da correria tinha uma subida, sim. Confesso que foi mais emocionante e divertido do que correr meus primeiros 4 km na reta.
Só parei quando cheguei em casa. Cansada e eufórica, mas com aquele gostinho de quero mais. E... Cadê o meu pai? Depois de um tempo lá veio ele, (acho que até mais cansado do que eu).
e me disse: "Como você consegue ter tanta velocidade na subida"?
Assim começa o primeiro capítulo com a minha mais nova companheira de percurso: a subida.
De perto ela não é tão ruim assim.
Bons treinos!!!